O deputado federal Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), mais conhecido como Tiririca, está sendo acusado, por uma ex-babá da filha, de assédio sexual. Enquanto o processo corre, famíliares saem em defesa do político e humorista. O ator Titullipa, filho dele afirmou que “o pai jamais faria uma coisa dessa”.

— Não se pode confiar em ninguém. Meu pai nunca fez nada contra essa moça. Ela trabalhava de babá da minha irmã, e meu pai achou que eles deveriam procurar outra pessoa para ficar no lugar dela. Todos os direitos foram pagos, mas ela quer mais. Ameaçou que ia na delegacia registrar ocorrência. Meu pai disse que ela poderia fazer o que quisesse, já que tinha pago todos os direitios. Só que ela queria R$ 100 mil reais. Ele não deu e foi acusado de assédio sexual — critica ele.

Tirullipa defende o pai
Tirullipa defende o pai Foto: Divulgação

Everton de Brito Silva, nome de batismo do humorista, tenta amenizar a situação ao dizer que o pai sempre foi brincalhão com todos, mas sempre com respeito:

— Meu pai nunca tratou ninguém como empregado. Todo mundo é membro da família. Mas agora essa senhora vai ter que provar. Se ela teve a coragem de inventar, tem que provar. Nós temos a consicência limpa. O que ela faz é extorsão.

Sigilo

A defesa do deputado federal Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), mais conhecido como Tiririca, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para a apuração do caso em que ele é acusado de assediar sexualmente uma ex-empregada seja colocado em sigilo. A solicitação, contudo, foi negada pela ministra Cármen Lúcia, presidente da Corte.

O advogado de Tiririca afirmou que o sigilo processual iria prevenir a “exposição indesejada de fatos inverídicos” sobre o deputado, mas Cármen concordou com o relator do caso, o ministro Celso de Mello, e determinou que não há motivo para o segredo de Justiça.

Durante o recesso do Judicário, que dura até agosto, cabe à presidente do STF tomar decisões consideradas urgentes.

Para Celso de Mello, que havia retirado o sigilo da petição, nos casos de crimes sexuais, o segredo de Justiça só deve ser utilizado para proteger a vítima, e não o suposto agressor.

Cármen alegou que não há razões para discordar da justificativa. A decisão, divulgada nesta terça-feira, foi tomada no dia 05 de junho.

Caso

Maria Lúcia Gonçalves Freitas de Lima, de 41 anos, que foi babá da filha do deputado federal, entrou com uma reclamação trabalhista e registrou ocorrência na 10ª Delegacia de Polícia de Brasília por assédio sexual. Como o parlamentar dispõe de foro privilegiado, o processo foi enviado ao STF.

Tiririca e sua mulher, Nana da Silva Magalhães, contestaram a ação trabalhista e também apresentaram uma queixa policial contra a doméstica. Eles negam o crime e alegam que Maria Lúcia quer levar “vantagem econômica indevida” a partir dos “fatos inverídicos”.

Ela teria tentado extorquir dinheiro de Tiririca e Nana: caso não lhe entregassem a quantia de R$ 100 mil na rescisão do contrato, a ex-funcionária teria prometido prejudicar os ex-patrões. Segundo eles, a doméstica foi demitida por consumir bebida alcoólica no expediente e todos os débitos trabalhistas foram quitados.

Fonte: Extra

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